Venda de veículos usados cresce em meio à pandemia

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Comprar veiculos usados pode não ser ruim como aparenta ser. Basta escolher bem a marca, o modelo e o estado em que o automóvel se encontra.

Mesmo em meio à uma pandemia, o sonho de ter o transporte próprio não foi esquecido. Devido ao cenário atual, a população está dando preferência a veículos usados ao invés dos novos.

Desde meados de abril, a busca por motos, carros, caminhões e outros meios de transportes obteve um aumento considerável para um momento delicado no qual se encontra a economia brasileira.

Para os especialistas na área, a venda desses veículos foi o que impulsionou o período crítico de pré-pandemia no qual havíamos nos instalados.

O mercado, seja ele em qualquer ramo, acaba sofrendo bastante com os imprevistos. Portanto, logo no início da pandemia, em março, a venda de veículos sofreu uma queda de 80%.

Em relação ao segundo semestre, houve um aumento de 20% nas vendas de automóveis usados comparado aos dados desse mesmo período, só que no ano anterior, em 2019.

De acordo com os dados, houve um decréscimo de 10,2% nos financiamentos realizados no mês de julho, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Mesmo assim, de junho para julho deste ano (2020), os veículos usados viraram quase uma tendência no mercado, onde conseguiu um aumento de 25,8% nesse período.

Veículos usados: por que são mais atrativos?

Segundo uma pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nem mesmo a pandemia conseguiu barrar o sonho do brasileiro de conquistar o seu próprio veículo.

Dentre os entrevistados, 84% afirmaram que mesmo com pandemia, adquirir o seu próprio transporte estava como meta para o ano atual.

Nesse período, as empresas tiveram que recorrer às promoções para que não viessem a falir. Portanto, quem já havia começado a planejar e juntar dinheiro, foi uma grande oportunidade.

Caminhões, carros, motos e ônibus apresentaram um aumento de 10,57% no mês de setembro, se comparado ao período de agosto, segundo dados divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

No total, foram vendidos 1.391.730 veículos automotivos em setembro, contra 1.258.743 em agosto.

Para que os dados passassem uma maior confiabilidade, em ambos os meses foram analisados somente 21 dias ao invés do mês completo.

Um outro meio de transporte que apresentou um aumento significativo foram as motos. Isso se deve ao fato da crescente busca por serviços de delivery.

Como sair de casa vai contra as regras impostas pela OMS, o serviço de entrega a domicílio precisou recorrer aos motoboys.

Consequentemente, esse foi um dos principais motivos pelo crescimento na venda desse transporte nos meses de maio e junho, em cerca de 57%.

Ao que parece, o brasileiro está dando preferência em adquirir seu automóvel por um preço acessível, ao invés de esperar promoções e comprar um zero quilômetro.

Se a venda de veículos usados foi positiva e conseguiu se reerguer em meio ao caos, infelizmente o mesmo não aconteceu com os zero quilômetros.

Estima-se que a estabilização nesse setor será realizada somente em 2025, a depender do quão grande será o impacto após pandemia.

Pagamento das parcelas em dia

Um levantamento de dados feito pelo Serasa Experian revelou que mesmo em meio a crise econômica que assola o país, o brasileiro continua pagando em dia as parcelas do automóvel.

Os resultados demonstraram que 90% das famílias quitam a parcela mensal em dia, e muitas vezes, possuem essa conta como preferência em relação até mesmo ao cartão de crédito.

O pagamento em dia das parcelas proporciona inúmeros benefícios, principalmente para uma pessoa que comprou um carro com intuito de trabalhar como motorista de aplicativo.

No meio de uma doença mundial, sair de casa se tornou sinônimo de medo e preocupação. Usar transporte coletivo está fora de cogitação.

Dessa forma, o mais seguro para transitar de casa para o trabalho ou uma ida ao supermercado, é sair em sua locomoção própria.

Então, para 93% dos brasileiros que participaram da pesquisa, é mais válido financiar um transporte próprio do que se arriscar em transporte público devido ao valor das passagens.

Até mesmo quem antes da pandemia não tinha hábito de sair no veículo privado passou a usá-lo de forma mais constante.

Assim, no momento, não há muita diferença entre veículos usados ou novos. O que mais será levado em consideração é o valor a ser pago em tempos difíceis.

Por Jeniffer Elaina

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